O setor de seguro patrimonial está se expandindo rapidamente no Brasil, apoiado por inovações tecnológicas e novos modelos de proteção. Em 2024, os produtos paramétricos e os seguros residenciais devem ganhar ainda mais espaço, particularmente com a crescente incidência de eventos climáticos extremos. Em resposta a desastres como enchentes e deslizamentos, o mercado segurador começa a oferecer coberturas específicas para danos provocados pelo clima. Isso inclui até coberturas opcionais para desmoronamentos e alagamentos, embora ainda sejam pouco difundidas entre os segurados residenciais. Para superar essa lacuna, especialistas recomendam que corretores expliquem melhor essas proteções adicionais aos clientes, principalmente para moradores em áreas de risco.
Além disso, a tendência dos microsseguros promete tornar o seguro patrimonial acessível para pessoas de baixa renda e pequenos empreendedores. Voltado para garantir coberturas básicas com um custo menor, esse modelo inclusivo é uma resposta direta ao fato de que, atualmente, cerca de 90% dos brasileiros ainda não possuem qualquer tipo de seguro. A meta é democratizar o acesso, com seguros que protejam contra imprevistos cotidianos, como acidentes domésticos e danos ao patrimônio pessoal.
Outro avanço no setor é o uso de tecnologias como a gamificação e o "embedded insurance" ou seguro integrado, onde a cobertura é incluída diretamente na jornada de compra de um bem, como em smartphones ou eletrodomésticos, facilitando a contratação de seguro no momento da compra. Para completar, o Banco Central trabalha com a CNseg na implementação do Pix recorrente para pagamento de seguros, uma inovação que deve facilitar o processo de cobrança e permitir melhor acompanhamento dos prêmios pelos clientes
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